terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Santo Arnaldo Janssen disse:

Se depositarmos nossa confiança no Senhor e fizermos o que está ao nosso alcance,
ele não nos abandonará.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS.

Mt 11,28-30

No Evangelho de hoje, Jesus nos convida a nos aproximarmos dele. Se aceitarmos o convite, nós que andamos “cansados e fatigados sob o peso dos nossos fardos”, encontraremos descanso. Portanto, não existe convite melhor.

“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” O fardo de Jesus á a obediência aos mandamentos. É um jugo suave, porque Deus nos ajuda com a sua graça.

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração.” Como que é uma pessoa mansa e humilde? É pacífica, acolhedora, paciente, compreensiva, alegre, serviçal e amiga. As pessoas não precisam se preparar para se aproximar delas, porque sabem que sempre serão bem acolhidas e compreendidas. As crianças são as primeiras a conhecerem essas pessoas e logo as procuram. Por outro lado, há pessoas que são de difícil relacionamento. Você ensaia, ensaia, para falar algo com elas, e mesmo assim se dá mal às vezes.

Jesus sempre se mostrou uma pessoa boa, acolhedora, compreensiva, humilde aberta. E nos convida a vivermos ao seu lado. Que bom!

“O Senhor corrige a quem ama e castiga a quem aceita como filho” (Hb 12,4). “Eu repreendo e educo aos que amo” (Ap 3,10). É justamente o amor que Deus tem por nós que o leva a nos impor o seu suave jugo.

E Jesus não mudou este seu comportamento, mesmo nas suas horas mais difíceis, que foram a condenação e a morte. “Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e assumiu os nossos sofrimentos. Foi castigado por nossos crimes. Nós fomos curados, graças aos seus padecimentos. O justo justificou a muitos” (Is 53,4). A nossa salvação foi o principal gesto de amor de Jesus.

“Cristo morreu pelos pecadores, o justo pelos injustos, a fim de os conduzir a Deus” (1Pd 3,18). Amar quem é bom, até que não é difícil. Mas amar a uma pessoa ruim, ou a um inimigo, é difícil. Jesus nos amou quando éramos ruins e este seu amor nos tornou bons.

E ele nos pede para imitá-lo: “Irmãos, tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus que, sendo rico se fez pobre por amor de vós!” (Fl 2,5). “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.” Queremos imitar o Senhor, tendo a virtude da benignidade, que é o amor às pessoas fracas, que cometem erros ou que nos ofendem.

Ninguém é totalmente ruim, nem totalmente bom. Só o demônio é totalmente ruim, e só Deus é totalmente bom. Todos nós temos um pouco de bondade e um pouco de maldade. Mas a virtude da benignidade nos leva a ver o lado bom das pessoas. Esse é o melhor incentivo para que as pessoas más se tornem boas.

O Natal é uma festa cercada de paz, porque nela celebramos o nascimento de Jesus, a própria paz encarnada. Que agora, no advento, nos preparemos para celebrar o Natal com um coração cheio de paz.

Certa vez, dois amigos estavam conversando, mas entre eles havia uma parede. A certo momento, um deles comentou que a parede era azul. O outro discordou: “Azul coisa nenhuma! Você não deve estar enxergando bem. Não está vendo que a cor desta parede é amarela?”

“Como amarela?! – disse o outro – você é que precisa trocar os óculos. Está na cara que esta parede é azul”. “Mas como pode? – retrucou o outro – como você teima em dizer que é azul?!”

E a discussão continuou rolando, no meio já de algum insulto. Até que um deles resolveu dar a volta e ver a parede do lado do outro. Realmente ela era azul. Azul de um lado e amarela do outro.

A pessoa mansa e humilde coração vê as realidades do lado do seu irmão ou irmã. Por isso está sempre em paz.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Somos as ovelhas amadas e procuradas pelo Bom Pastor

Mt. 18: 12-14

O fato de encontrarmos um objeto que tínhamos perdido enche-nos de grande alegria a cada vez que isso ocorre. E essa alegria é maior do que a que experimentávamos antes de o perder, quando aquele objeto estava bem guardado. Mas a parábola da ovelha perdida fala mais da ternura de Deus do que da maneira como os homens habitualmente se comportam. Ela exprime uma verdade profunda: abandonar o que tem importância por amor do que há de mais humilde é próprio do poder divino, não da cobiça humana, porque Deus faz mesmo existir o que não é. Ele parte à procura do que está perdido, guardando o que deixou ficar para trás, e encontra o que se tinha transviado sem perder o que está à Sua guarda.

É por isso que este Pastor não é da terra, mas do céu. A parábola não é de forma alguma a representação de obras humanas, mas esconde mistérios divinos, como é demonstrado.

Cabalmente pelos números que menciona: “Se um de vós, diz o Senhor, tiver cem ovelhas e perder uma”. Como vê, a perda de uma só ovelha magoou o pastor, tanto como se o rebanho inteiro, privado da sua proteção, se tivesse metido por um caminho errado. É por isso que, deixando as outras noventa e nove, ele parte à procura de uma só – não se ocupa senão de uma só – a fim de encontrá-la e, nela, salvar a todas.

“Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que estava perdida”. Quando chegou o tempo da misericórdia (cf. Sl 101,15), o Bom Pastor desceu de junto do Pai, tal como tinha sido prometido desde toda a eternidade. Veio procurar a única ovelha que se tinha perdido. Prometido a ela [ovelha] desde sempre, por causa dela foi enviado no tempo. Por ela nasceu e se entregou eternamente predestinado a ela. Ela é única, separada dos judeus e dos gentios, presente em todos os povos. É única no seu mistério, múltipla nas pessoas, múltipla pela carne segundo a natureza, única pelo espírito segundo a graça – numa palavra, uma única ovelha e uma multidão incontável. Portanto, poderíamos assim dizer que, no homem, Deus salva toda a criação.

Ora, aqueles que o Pastor reconhece como seus, “ninguém pode arrancá-los das suas mãos” (cf. Jo 10,28). Porque não se pode forçar a verdadeira potência, enganar a sabedoria, destruir a caridade. Por isso, Ele fala com segurança ao dizer: “Dos que me deste, Pai, não perdi um único” (Jo 18,9).

Ele foi enviado como verdade aos violentados, como estrada aos perdidos, como vida para os que estavam mortos, como sabedoria para os insensatos, como remédio aos doentes, como resgate para os cativos, como alimento aos que morriam de fome. Para todos esses, pode-se dizer que Ele foi enviado “às ovelhas perdidas da casa de Israel” (cf. Mt 15,24), para que elas não se percam para sempre. Foi enviado como alma para um corpo inerte, para que à Sua vinda os membros se reanimassem e revivessem com uma vida nova, sobrenatural e divina: é a primeira ressurreição (cf. Ap 20,5). Por isso, pode Ele mesmo declarar: “Vai chegar a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a tiverem ouvido viverão” (Jo 5,25). E pode, portanto, dizer das Suas ovelhas: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (cf Jo 10,27).

Como aquela ovelha, ergamos, pois as nossas mãos e deixemo-nos levantar, abraçar e colocar nos ombros do Bom Pastor para sermos salvos.